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VINHO DA COPA

 Bordeaux
 Em 1998, numa incursão a uma loja de bebidas me deparei com um vinho comemorativo da Copa que iria acontecer, tratava-se de um Bordeaux com um preço honesto e uma garrafa estilizada, pensei... "Vou comprar esse vinho e abrí-lo quando o Brasil for campeão!!"
Logotipo da Copa
Por motivos que nem eu sei ao certo, decidi, após a fatídica partida no Stade Parc des Princes, resolvi não abrí-lo (?!?) e ssim permaneceu até hoje, 12 anos depois.
12 anos depois
Ha tempos estava curioso para experimentar um vinho Sul Africano e eis que me deparo, como num Déjà vu, com um vinho Sul Africano comemorativo a Copa 2010. Unindo o útil ao agradável, comprei.
Logotipo da Copa
Fim das coincidências
Para evitar maiores coincidências, ontem mesmo ele foi aberto. Trata-se de um Nederburg Cabernet Sauvignon, bem interessante por sinal.
Nederburg é a vinícola líder e mais condecorada da África do Sul, tendo recebido mais prêmios internacionais e nacionais do que qualquer outra vinícola sul africana.
Principal marca de vinhos da Distell, Nederburg é exportada para os mais importantes mercados do Reino Unido, Europa, América do Norte e América Latina, onde vem construindo uma reputação de vinhos de estilo clássico com ricos sabores frutados. Seu crescente sucesso como uma marca global de estilo de vida é o resultado de uma estrutura que inclui permanente pesquisa viticultural e a implementação de técnicas pioneiras de viticultura, uvas de altíssima qualidade, um grande investimento em instalações para elaboração de vinho e uma rede internacional de distribuição e marketing.
O romeno Razvan Macici lidera o time como enólogo chefe. Ele é auxiliado por dois enólogos sul africanos, Elunda Basson, que elabora os tintos, e Tariro Masayiti, que faz os brancos.Com sua marca registrada de finesse e fruta, os vinhos Nederburg são feitos para quem tem sede de descobertas.

ENATE CRIANZA

 O telefone é uma referência ao colega
Presente de um grande amigo, Fernando Haruki, esse vinho (até então desconhecido para mim) o espanhol Enate Crianza, se revelou uma grata e saborosa surpresa.
A vinícola Enate começa seu caminho em novembro de 1991, com o objetivo de elaborar vinhos de máxima qualidade dentro da Denominção de Origem Somontano .Inicia-se um ambicioso projeto que tormou possível a vinificação de uma primeira safra em 1992 e a construção simultânea de modernas instalações, nas quais convivem, de forma harmônica, o desenho com a mais completa e avançada tecnologia. Os vinhos Enate devem levam sua denominação ao povoado de mesmo nome, localizado nas margens do rio Cinca, em Somontano de Barbastro, onde a Bodega tem uma de suas principais plantações.
Muito bom , recomendo

VINHO VIA "SEDEX"


Chronopost, o Sedex do correio francês, acaba de criar um serviço de entrega mundial especializado em vinhos, o Chrono Viti. Na França a entrega é no dia seguinte até as 10 da manhã para profissionais e para os demais até as 13 horas. A embalagem se chama Vitibox e é 100% reciclável, atendendo ao conceito de ecologicamente correto, muito em voga no momento. Justíssimo. Existem caixas para 1, 3 ou seis garrafas de 750ml.

O novo serviço está também disponível a nível internacional com prazo de entrega de 1 a 4 dias. ChronoViti oferece uma equipe para facilitar o desembaraço nas alfândegas de todo o mundo. Espero que consigam sucesso na alfândega brasileira, que normalmente inviabiliza as importações devido ao seu alto custo. Se, viável ou não, ainda não sei, mas é uma nova alternativa!!!

EDIZIONE CINQUE AUTOCTONE

Fui "apresentado" a esse vinho graças ao Paulo Waack numa viagem que fizemos para Blumenau no Reveillon 2007/2008, que durou 15 horas por conta de um acidente envolvendo uma carreta, mas essa saga cujo tempo de estrada daria para chegar na europa de avião, fica para outro post.

Sobre o Edizione Cinque Autoctone
É um vinho muito particular, produzido com a fusão de 5 vinhedos autóctones* de duas importantes regiões italianas, Abruzzo e Puglia. O resultado é muito impressionante e reforçado, ainda mais, pela ausência de filtragem.

-Uvas utilizadas: Montepulciano, Primitivo, Sangiovese, Negroamaro e Malvasia Rossa.
-Área de produção: Colonnella e Ortona, em Abruzzo e Sava e San Marzano, na Puglia.
-Apresenta teor alcoólico alto (14 %).
-Pode ser consumido jovem, mas tem capacidade para envelhecimento (de 8 a 10 anos).
-Visualmente um vinho tinto cor vermelho granada muito intenso.

Importante
O Edizione não pode ser classificado como DOCG, DOC ou IGT**, pois é produzido com uvas de mais de uma região italiana e não existe regulamentação específica para este caso...
Para Resumir
Segundo a Associação Italiana de Sommelier, o Edizione Cinque Autoctoni é classificado como um vinho de mesa, não é um produto histórico (está no mercado há oito anos), não é típico, não apresenta uma clara identificação a um específico terroir, não pode ser usado para representar a realidade dos vinhos de Abruzzo, sendo produzido por uvas cultivadas em mais de uma região italiana.
É um vinho "simples", mas SURPREEENDENTEMENTE BOM. Ponto.

No guia de vinhos italianos da associação, chamado Duemilavini 2009, o Edizione Conque Autoctoni, ganhou pontuação máxima.



*aquele que é natural de uma dada região
**Todas as garrafas de vinhos italianos carregam uma das seguintes denominações :
V.D.T.
Vino da Tavola, ou " vinho de mesa" é uma classificação usada para referir-se de forma unânime tanto para vinhos básicos como para vinhos muito caros. Alguns dos mais dinâmicos produtores da ultima década tentaram de desenvolver melhor a qualidade e não desejavam estarem presos pelas regulamentações tradicionais existentes - fazendo assim o aparecimento dos vinhos mais caros com denominação V.D.T. . Mais recentemente os órgãos que regulamentam a produção dos vinhos mordenizaram suas atitudes fazendo que muitos vinhos de qualidade se tornassem também vinhos de classificação I.G.T. ou D.O.C.. Vinhos V.D.T. normalmente não apresentam as regiões de produção ou a informação da variedade de uva utilizada na sua produção nas etiquetas, sendo possível em cantinas italianas a compra de "vinhos de mesa" a granel . Um vinho V.D.T. não implica em nenhum caso um vinho de baixa qualidade, mas sim um grau extra de anonimato !
I.G.T.
Indicazione Geografica Tipica é um vinho de origem regional . Muitos vinhos, dos mais simples aos de alta qualidade carregam a classificação I.G.T.
D.O.C.
Denominazione d'Origine Controllata é a mais freqüente classificação usada para vinhos de qualidade superior por causa da especificação da área de produção (permitindo o reconhecimento de municípios individuais, províncias até de vinhedos individuais) junto com a variedade da uva e o dever de obedecer um conjunto especifico de regras (do que fazer e o que não se deve fazer ) oficiais.
D.O.C.G.
Denominazione d'Origine Controllata e Garantita foi originalmente concebido como um tipo de "super-conjuntos" de D.O.C., com a intenção de identificar as melhores classes de vinhos. Esta provou ser uma estratégia falha porque todos os vinhos que atendem as regulamentações descritas para sua fabricação são classificados como D.O.C.G.. Obviamente, nem todos vinhos são igualmente bons, mas as regulamentações são realmente rigorosas e tem certamente melhorado a qualidade de forma geral . Todos os vinhos D.O.C.G. carregam uma etiqueta de papel no gargalo da garrafa, de coloração rosa para vinhos tintos, verde claro para os vinhos brancos e uma laranja claro para os espumantes, contendo informações indicando a sua autenticidade.

JARNO TRULLI


O piloto italiano Jarno Trulli, a exemplo dos seus demais colegas, celebra as conquistas na Fórmula 1 com borbulhantes jorros de champagne. Essa, porém, é apenas a vontade dos patrocinadores, não a dele, que se pudesse escolher festejaria com outro vinho, certamente um Montepulciano d'Abruzzo da vinícola Podere Castorani. Seria uma excelente oportunidade de exibir ao mundo o produto da atividade que desenvolve quando não está ao volante do seu F1. A Podere Castorani pertence à família e ele é uma espécie de embaixador da empresa, divulgando os rótulos pelos centros que integram o glamouroso circuito do campeonato automobilístico.


Tornou-se comum a presença de celebridades entre os produtores de vinho. O silêncio das caves é um refúgio para a exposição a que certas carreiras obrigam, e há a natureza prazerosa do trabalho e a sofisticação dos resultados. Gerard Depardieu, Mick Jagger, Robert Redeford, Olívia Newton-John, Bob Dylan, Cristopher Lambert, George Lucas, Ed Harris e Sam Neil são alguns exemplos. O mais famoso, entretanto, é o de Francis Ford Coppola, que utilizou parte dos lucros da série O Poderoso Chefão III para adquirir a Inglenook, lendária vinícola do Napa Valley (Paulo Waack falará mais a respeito em breve), responsável pela introdução na Califórnia de variedades francesas como a Cabernet Sauvignon e a Merlot.




No caso de Trulli, o vinho já circula pelas veias da família há gerações. Entre as memórias de infância do piloto, estão as brincadeiras nos vinhedos e adegas da vinícola do avô, Gaetano. A Podere Castorani foi adquirida por ele e seu pai, Enzo, em 1998. São 35 hectares de vinhas na comunidade de Allano, em Abruzzo, região próxima a Roma. Com grande valor histórico (data de fins do século XVIII), a propriedade encontrava-se em franco declínio, exigindo um significativo investimento na recuperação das plantações e na instalação da nova cantina. Predominam as uvas clássicas do lugar, a Montepulciano e a Trebbiano d'Abruzzo, mas reservou-se uma parte da área para experimentações com outras cepas. O método utilizado nos vinhedos é o orgânico, sem adubos nem herbicidas ou pesticidas químicos.


A elaboração dos vinhos está confiada ao experiente enólogo Luca Petricelli e com uma produção de 400 mil garrafas anuais, abrange tintos, brancos e rosados, distribuídos pelas duas linhas principais, a Castorani e a Jarno, com envelhecimento, respectivamente, de 12 e 18 meses em barricas de carvalho. A reputação conquistada por Trulli no mundo esportivo foi, com certeza, a chave que escancarou mercados importantes como o inglês, o canadense, o japonês e o norte-americano, mas, como ele mesmo ressalta, só isso não basta. "Nós podemos vender inicialmente pela minha imagem, mas se o produto for ruim não terá continuidade. Precisamos, por isso, levar a qualidade aos limites."