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VELHO AMIGO

Presságio

Vamos nos "encontrar" pela quarta vez em dois dias, e ao abrir minha porta hoje cedo, me deparo com esse pequeno lembrete e sinto que nosso encontro será mais uma vez sensacional. Vai servir de teaser daquilo que está por vir!!! Se prepara Manza!!!

LISTAS, LISTAS...


Ao completar seu aniversário de 25 anos este ano, a revista SPIN divulgou uma lista (elaborada por seus editores) dos 125 álbuns mais influentes do último quarto de século (desde o início da revista, em 1985). Para surpresa geral, o disco de 1991 do U2, Achtung Baby (que eu gosto MUITO, mas foi muito criticado de início), ocupou o primeiro posto e como foi publicado na SPIN, trata-se de um disco "geneticamente reengenheirado" um mutante hibrido do rock que conhecemos hoje.

Segue a lista completa da Spin dos 125 maiores discos dos últimos 25 anos:
1. U2, Achtung Baby
2. Prince, Sign O’ the Times
3. The Smiths, The Queen Is Dead
4. Nirvana, Nevermind
5. Radiohead, OK Computer
6. Public Enemy, It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back
7. Guns N’ Roses, Appetite for Destruction
8. PJ Harvey, Rid of Me
9. Pavement, Slanted and Enchanted
10. Nine Inch Nails, The Downward Spiral
11. The Replacements, Tim
12. OutKast, Stankonia
13. Sonic Youth, Daydream Nation
14. Beastie Boys, Paul’s Boutique
15. Hüsker Dü, New Day Rising
16. Pixies, Doolittle
17. De La Soul, 3 Feet High and Rising
18. The Strokes, Is This It
19. Jay-Z, The Blueprint
20. My Bloody Valentine, Loveless
21. Oasis, (What’s the Story) Morning Glory?
22. Eric B. & Rakim, Paid in Full
23. Daft Punk, Discovery
24. Metallica, Master of Puppets
25. Nas, Illmatic
26. Guided by Voices, Bee Thousand
27. Nirvana, In Utero
28. Radiohead, The Bends
29. Pavement, Crooked Rain, Crooked Rain
30. A Tribe Called Quest, The Low End Theory
31. Massive Attack, Blue Lines
32. Wu-Tang Clan, Enter the Wu-Tang (36 Chambers)
33. Björk, Debut
34. Beck, Odelay
35. R.E.M., Automatic for the People
36. The Jesus and Mary Chain, Psychocandy
37. Liz Phair, Exile in Guyville
38. Run-D.M.C., Raising Hell
39. Public Enemy, Fear of a Black Planet
40. Tricky, Maxinquaye
41. Pulp, Different Class
42. Green Day, Dookie
43. The Notorious B.I.G., Ready to Die
44. The Beastie Boys, Licensed to Ill
45. Pixies, Surfer Rosa
46. N.W.A., Straight Outta Compton
47. Portishead, Dummy
48. Elliott Smith, Either/Or
49. D’Angelo, Voodoo
50. Jay-Z, Reasonable Doubt
51. Rage Against the Machine, The Battle of Los Angeles
52. Kanye West, The College Dropout
53. The Cure, The Head on the Door
54. Dinosaur Jr, You’re Living All Over Me
55. Hole, Live Through This
56. Aphex Twin, Selected Ambient Works 85-92
57. The White Stripes, Elephant
58. DJ Shadow, Endtroducing…
59. Belle and Sebastian, If You’re Feeling Sinister
60. Fugazi, 13 Songs
61. Smashing Pumpkins, Siamese Dream
62. U2, The Joshua Tree
63. R.E.M., Fables Of The Reconstruction
64. The Flaming Lips, The Soft Bulletin
65. Eminem, The Marshall Mathers LP
66. Arcade Fire, Funeral
67. Tom Waits, Rain Dogs
68. Raekwon, Only Built 4 Cuban Linx…
69. The Stone Roses, The Stone Roses
70. Pearl Jam, Ten
71. Oasis, Definitely Maybe
72. Lucinda Williams, Lucinda Williams
73. The Pogues, Rum, Sodomy and the Lash
74. Sleater-Kinney, Dig Me Out
75. Bjork, Post
76. OutKast, Aquemini
77. Boogie Down Productions, Criminal Minded
78. Lauryn Hill, The Miseducation of Lauryn Hill
79. The Breeders, Last Splash
80. The Fall, This Nation’s Saving Grace
81. Wilco, Yankee Hotel Foxtrot
82. Dr. Dre, The Chronic
83. Steve Earle, Guitar Town
84. LL Cool J, Radio
85. Missy Elliott, Supa Dupa Fly
86. TV on the Radio, Return to Cookie Mountain
87. The White Stripes, White Blood Cells
88. Jeff Buckley, Grace
89. Basement Jaxx, Remedy
90. Elliott Smith, XO
91. The Smiths, Strangeways, Here We Come
92. Jay-Z, The Black Album
93. The Chemical Brothers, Dig Your Own Hole
94. Jane’s Addiction, Ritual de lo Habitual
95. Soundgarden, Superunknown
96. The Roots, Things Fall Apart
97. Arcade Fire, Neon Bible
98. Johnny Cash, American Recordings
99. PJ Harvey, Stories from the City, Stories from the Sea
100. Kanye West, Late Registration
101. Blur, Parklife
102. Queen Latifah, All Hail the Queen
103. M.I.A., Arular
104. The Magnetic Fields, 69 Love Songs
105. Massive Attack, Mezzanine
106. Fiona Apple, When the Pawn…
107. Coldplay, A Rush of Blood to the Head
108. Fugees, The Score
109. The Chills, Submarine Bells
110. Spiritualized, Ladies And Gentlemen We Are Floating In Space
111. Teenage Fanclub, Bandwagonesque
112. Interpol, Turn On The Bright Lights
113. Danger Mouse, The Grey Album
114. Animal Collective, Merriweather Post Pavilion
115. OutKast, Speakerboxxx/The Love Below
116. Against Me!, New Wave
117. The Flaming Lips, Yoshimi Battles the Pink Robots
118. Yeah Yeah Yeahs, It’s Blitz!
119. Green Day, American Idiot
120. Lil Wayne, Tha Carter III
121. Queens of the Stone Age, Rated R
122. LCD Soundsystem, Sound of Silver
123. The Hives, Veni Vidi Vicious
124. Prince Paul, A Prince Among Thieves
125. Moby, Play

Como ocorre em todas listas, existe controvérsias, mas achei bem eclética... Quer saber mais? Clique aqui. E quais foram os discos mais influentes pra você nesses últimos 25 anos?

LUGAR LEGAL - LONDON CALLING



Como nossa singela homenagem nesse dia, não poderia deixar de homenagear a London Calling, my favourite local indie record store since 1986.
Desde 1986, a London Calling é uma das principais referências no Brasil para quem gosta de rock e pop, trabalhando com produtos importados dos Estados Unidos, Europa e Japão , além dos melhores lançamentos editados no Brasil.

É uma das poucas lojas no Brasil voltada para fãs e colecionadores de raridades, destacando-se pela enorme quantidade de singles, edições limitadas e material fora de catálogo. A loja é visitada regularmente por clientes de todas as cidades do Brasil, em busca dos últimos lançamentos e das raridades da London Calling.

Graças a essa experiência e por estar sempre antenada com os as últimas tendências musicais, a loja oferece em primeira mão aos seus clientes os mais recentes lançamentos internacionais, simultaneamente com o resto do mundo.

A London Calling também promove sessões de autógrafos com bandas internacionais em passagem pelo Brasil. Marky Ramone & Intruders, Stiff Little Fingers, Buzzcocks, Mudhoney, Lurkers , Mission, CJ Ramone, Vibrators, MC5, New Model Army, The Donnas, Toy Dolls, Glen Matlock (baixista do Sex Pistols), Agent Orange, Rezillos, Young Gods, 999, L7, Daniel Ash (Bauhaus), Uk Subs, Less Than Jake, Andy Rourke (Smiths) e Gene Loves Jezebel são alguns dos grupos que passaram pela London proporcionando um contato maior com seus fãs nessas tardes de autógrafos. Fique ligado sempre que houver algum evento desse tipo estaremos informando.

A fama da London já virou referência inclusive entre os artistas nacionais e internacionais, tornando-se passagem obrigatória quando estão de São Paulo , como por exemplo os músicos do Morrissey, Die Totten Hosen, KC & Sunshine Band, GBH, Uk Subs, Watts, Guitar Wolf, Clan of Xymox, Mission, Cockney Rejects, New York Dolls entre outros, que foram conferir o acervo da loja. Isso sem falar da turma do rock/pop nacional que são clientes assíduos.
Walter, um cara reservado, mas muito legal...
A minha história com a London Calling é antiga (vide cartões abaixo) e sem exageros, dava pra comprar um carro... básico, mas dava... Hoje, mais de 20 anos depois da minha primeira visita, minha irmã vive comprando e divulgando coisas junto com eles... Será que a Beatriz irá comigo algum sábado procurar "a última novidade" do pop Britânico? Para mais informações, clique aqui,

Esse é antigo, nem o telefone tinha...
Memorabiliaaaaaa...
Banda Mudhoney na London Calling

RECORD STORE DAY

Amanhã é o dia que todas as lojas independentes* de discos e os artistas se reúnem para celebrar a arte da música. Discos de vinil especiais, lançamentos de CD e diversos produtos promocionais são feitos exclusivamente para esse dia e centenas de artistas nos Estados Unidos e em vários países ao redor do mundo fazem aparições especiais e performances. As festividades incluem performances, pintura corporal, contato com os artistas, desfiles, djs e assim por diante. Record Store Day é comemorado todo terceiro sábado de Abril. Segue a lista de lançamentos para esse ano. Uma idéia bacana para promover um local onde passamos (amantes de música) boa parte de nossas vidas, horas a fio, buscando algo novo que nos seduza, uma novidade, a música das nosas vidas... "Vida longa" a LONDON CALLING, Baratos Afins, Indie Records, Soul Shadow, etc...
*As lojas participantes do Record Store Day são definidas como um varejista físico, cuja linha de produtos é composta de varejo de música em pelo menos 50%, sua empresa não pode ser de capital aberto e a propriedade deve ser, no mínimo, 70% localizadas no estado de funcionamento. (Em outras palavras, estamos lidando com o real, ao vivo, física, lojas varejistas independente, não online (somente) e não-gigantes corporativos).

Alguns testemunhos:

Neil Tennant (Pet Shop Boys)
"Independent record stores play a vital role in selling music from the fringe as well as the mainstream. We're delighted to be releasing a one-off vinyl single only available in independent shops as part of Record Store Day."

Billy Corgan (Smashing Pumpkins)
I used to work at an indie record shop so I'll always have a soft spot for the places where I still go to find the most vital music, whether new or still hidden.

Sir Paul McCartney (The Beatles)
There’s nothing as glamorous to me as a record store. When I recently played Amoeba in LA, I realised what fantastic memories such a collection of music brings back when you see it all in one place. This is why I’m more than happy to support Record Store Day and I hope that these kinds of stores will be there for us all for many years to come. Cheers!

ALAN WILDER JOINS DEPECHE MODE - AT LEAST YESTERDAY

O vídeo "foca" apenas em Wilder e não é de boa qualidade, mas vale
Alan Wilder literalmente "assombrou" fans do Depeche Mode de todo o mundo na noite de ontem, juntando-se a banda no palco pela primeira vez desde 1994, num "duo" com Martin Gore para tocar Somebody, num show beneficente (Teenage Cancer Trust) no Royal Albert Hall. Quem sabe isso não rende frutos!!!!
Another view

25 ANOS HOJE!!!


How Soon is Now? - "A" música dos anos 80 (na minha opinião)

Como estou "completamente no clima do carnaval" e buscando paz musical, descobri que hoje completa 25 anos do lançamento de "Meat is Murder" dos Smiths, seu segundo álbum. Um disco que talvez fique no meio do caminho, pois encontra Morrissey e companhia com um som mais maduro, confiante e diversificado que no disco anterior "The Smiths", mas seria ofuscado um ano mais tarde pela obra-prima da banda "The Queen is Dead".


Tracklist: The Smiths, Meat is Murder

1. “The Headmaster Ritual”
2. “Rusholme Ruffians”
3. “I Want the One I Can’t Have”
4. “What She Said”
5. “That Joke Isn’t Funny Anymore”
6. “How Soon is Now?”*
7. “Nowhere Fast”
8. “Well I Wonder”
9. “Barbarism Begins at Home”
10. “Meat is Murder”

PORTISHEAD




 Ajude a Anistia Internacional
O Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de Dezembro) marca o aniversário do histórico das Nações Unidas "Declaração Universal dos Direitos Humanos", em 10 de Dezembro de 1948. A DUDH estabelecidos pela primeira vez em um documento único, os direitos fundamentais a que todos, em toda parte tem o direito - incluindo o direito à vida, à liberdade, à segurança, as liberdades de opinião, associação e expressão, eo direito de não ser submetido a tortura ou tratamento cruel, desumano e degradante. Caso queira contribuir e "ouvir", clique (aqui)

POST PREMIADO


Disco duplo da banda ao vivo e um documentário do Depeche Mode lançado em 1989, retratando a turnê americana do ano anterior, Music for the Masses, e o respectivo concerto final no Rose Bowl, Pasadena. O filme foi dirigido e produzido pelo aclamado diretor D.A. Pennebaker. É um documentário pioneiro pois contém um dos primeiros exemplos de vídeos retratando a realidade de uma grupo, tanto dos fãs quanto da banda, que mais tarde viraria o conceito reality show.

É um cobiçadíssimo item de colecionador, raro e caro. Foi relançado em DVD duplo com entrevistas extras e o documentário completo além de ser considerado um dos melhores shows do Depeche Mode, senão o melhor, por ser um momento decisivo na carreira da banda que levou 70.000 pessoas para o estádio Californiano e se firmou como uma das maiores bandas alternativas da história.

Existe algo em comum entre esse disco do Depeche Mode e o post atual... Quem acertar ganha uma cerveja Dado Bier Lager 750ml.


NIN + GARY NUMAN

Trent Reznor (Nine Inch Nails) disponibilizou dois videos em HD de um show do NIN ocorrido julho em Londres com a lenda Gary Numan, tocando "Cars" e "Metal". Vale a pena conferir!!!



PRESENTE DE ANIVERSÁRIO


Chegou!!!
Nada é por acaso, John Peel por meio dos Deuses da música se fez presente no meu aniversário!!!

SYNTH BRITANNIA


EXCELENTE documentário da BBC FOUR!!! No final dos anos setenta, bandas como The Human League, Cabaret Voltaire e Throbbing Gristle, inspiradas por Kraftwerk e JG Ballard começaram a sonhar com o som do futuro da Grã-Bretanha.
A aparição de 79 de Gary Numan no Top Of The Pops anunciava a invenção do synthpop, que seria a trilha sonora de uma nova era implacável da Grã-Bretanha nos anos oitenta.
Depeche Mode, quatro rapazes de Basildon, vieram a incorporar esse novo som, enquanto as bandas pós-punk como Ultravox, Soft Cell, Orchestral Manoeuvres in the Dark e Yazoo incorporaram o synth a partir das páginas da NME e Smash Hits.
Em 1983, os Pet Shop Boys e New Order começaram a apontar para o futuro (dance) da música eletrônica.
Essas e outras histórias estão em Synth Britannia incluindo a participação de Philip Oakey (The Human League), Vince Clarke e Martin Gore (Depeche Mode), Bernard Sumner (New Order), Gary Numan e Neil Tennant (Pet Shop Boys). Quem se interessar, basta me avisar, para que eu possa copiar... (até rimou)

PET SHOP BOYS


Para celebrar a etapa brasileira da turnê Pandemonium 2009, os Pet Shop Boys estão lançando um álbum intitulado "Pet Shop Boys Party", que inclui dois hits do passado e alguns mais novos materiais.
"Party" será lançado no Brasil apenas em 4 de novembro pela gravadora TV Globo registro, Som Livre, com uma campanha de TV na TV Globo, a maior rede no Brasil.
"Party" também inclui canções que foram fortemente destacados nas seguintes novelas de TV Globo: "Being Boring" ( "Meu Bem Meu Mal" OST), "Domino dancing" ( "O Salvador da Pátria" OST), "West End Girls "(" Selva de Pedra "OST) e" Rei de Roma "(actualmente a ser apresentado na novela," Viver a Vida ").

JOHN PEEL

Resumido um post anterior... Ricamente embalados num box de 4 cd's, essa caixa contém singles e gravações da mundialmente famosa Peel Session.  Alguns famosos outros não, alguns familiares, alguns raros mas acima de tudo um punhado de singles de alguns dos artistas favoritos de John, que de certa forma estavam esquecidos.
Para os mais distantes do mundo musical, principlalmente da cena inglesa, John Robert Parker Ravenscrof (nascido em Heswall, Inglaterra no dia 30 de agosto de 1939), conhecido profissionalmente como John Peel, era um radialista, crítico músical e jornalista (além de torcedor fanático do LIVERPOOL FC.).
Conhecido por seu eclético gosto musical e seu estilo peculiar de apresentar-se nas rádios, tornou-se um popular e influente DJ além de locutor de rádio, sendo um dos primeiros a tocar reggae e punk nas radios britânicas. Sua significante influência no rock alternativo, no pop, no hip hop, na música extrema e na música eletrônica Britânica é inegável. Ele era um dos locutores originais da Radio 1 da BBC de Londres do ano de 1967, sendo o único permanente até a sua morte. Era muito conhecido por suas ecléticas Peel Sessions*, no qual passavam bandas tanto reconhecidas quanto desconhecidas. Peel faleceu no dia 25 de outubro de 2004 na cidade inca de Cuzco, no Peru aos 65 anos.
No seu funeral, tocou Teenage Kicks do Undertones, sua canção predileta. Após a sua morte, houve muita comoção e tributos no meio musical a esse radialista que mudou a cara da música.

*As gravações músicais eram posteriormente lançadas pela gravadora Strange Fruit Records. A primeira banda que participou da peel session foi a banda Tomorrow em 1967 e a última foi a banda Skimmer em 2004. Muitas bandas tem na sua discografia um Peel Session ou BBC session.

DEPECHE MODE

Ser um colecionador do Depeche Mode pode representar um pesado encargo financeiro, como os fãs de longa data sem dúvida pode atestar, ao longo dos anos os gigantes do synthpop lançaram montanhas de vinis e CD singles recheados de remixes, eu e o Paulo Keller sabemos bem o que é isso...


Some DM singles
No entanto, quando o DM lançou "Peace" - o segundo single do Sounds Of The Universe - algo estava faltando: uma edição em vinil de 12 polegadas. Embora o single tenha sido lançado em CD e em 7 polegadas, apoiados pelos remixes necessários, não havia o 12".

É a primeira vez desde a estréia da banda com o single, "Dreaming of Me", lançado em 7" em 1981, que Depeche Mode não lançou um 12" para um dos seus singles lançados comercialmente - e os fãs não estão se conformando, e por isso lançaram a "Peace 12-inch Will Come to Me petition" (uma brincadeira com a letra da canção) pedindo a banda e sua gravadora para reconsiderar.

Desde hoje à noite, mais de 850  pessoas (inclusive esse que vos escreve) de todo o mundo têm assinado, e deixado seus pedidos / protestos / comentários, como o fã americano Alan Walter, que escreveu: "The 12" is a universal tradition with Depeche Mode fans and collector's alike. We demand that it continue with Peace. If you release it, we will buy it! Please let Peace 12 inch come to me! Sincerely Alan"

Será que vai funcionar? Não seria a primeira vez, pois em 2006 os fãs pediram a Mute Records para lançar um disco de 7" do single "Precious" para completar o conjunto de 45 (rpm) de Playing the Angel - e a Mute Records fez exatamente isso.
Para assinar o abaixo-assinado (ainda se escreve assim???) acesse, http://www.peace12inch.com/, eu já assinei...

AGORA É REZAR PRA NÃO SER TRIBUTADO

This lavishly packaged 4cd set contains singles and Peel session recordings by some of John’s Favourite artists .The big players and the one hit wonders. The chart toppers and chart bottomers.
By choosing a selection of classic session tracks – some famous some not, some familiar some rare – and a smattering of John’s favourite singles otherwise largely forgotten, plus some clips from the archive of John’s own links, the hope is that, at certain moments from track to track, this set will give the listener, just fleetingly, a sense of what the Peel show felt like in successive key periods of its evolution.
It’s been a tough call, the set could have been made 10 times over and still barely scratched the surface of the Peel’s shows. Each of us will have at least one favourite session band or track that is missing here. But what has been compiled is astounding;
23 unreleased recordings by artist such as Bloc Party, Free, Hole, Yeah Yeah Yeahs, The Cure and Elvis Costello. Obscure 7” singles and festive 50 favourites and John’s only ever appearance on record are all on here. The artwork features rare and unseen photos and many of the artists have written personal recollections of their times spent listening to John’s shows, recording sessions for him or meeting him in person.

MARTIN HANNET


Este será o primeiro "post sonoro", para entrar no clima, dê um click no botão PLAY abaixo e boa leitura...



O trabalho deste extraordinário mas bizarro Mancunian, (The people of Manchester) inclui a produção de álbuns para The Durutti Column, Buzzcocks, The Stone Roses, A Certain Ratio, New Order e Happy Mondays, entre outros, mas certamente o que o tornou conhecido foi o trabalho pioneiro com o Joy Division, nos álbuns Unknown Pleasures, Closer e Still.
Produtores, via de regra, são figuras estranhas e discretas, contudo, a sua influência torna-se óbvia quando se percebe a coerência de todo o seu trabalho em bandas e álbuns diferentes. As sonoridades semelhantes são em boa parte o resultado de "modas" e assim, se o que está "rolando" é disco, vamos ter 500 artistas dos top charts com a mesma sonoridade, tempos depois, se o que estiver "rolando" for o grunge, vamos ter inúmeras bandas a soar "grunge".
No entanto, as evoluções na textura da música, fazem-se mais por saltos quânticos do que por transições suaves, e esses saltos são sempre o resultado de um número muito restrito de pessoas, por vezes em colaboração, por vezes sós, que experimentam com novas formas de gravar e produzir, muito influenciadas também por novas ferramentas tecnológicas e efeitos (que os próprios desenvolvem às vezes). Esses saltos são depois reutilizados e trabalhados por outros produtores.
Não sou crítico nem músico, mas considero que um desses momentos mágicos aconteceu na união Joy Division e Martin Hannett, ou Martin Zero, como também era conhecido, porque nos discos que foram frutos dessa união, a produção é incontornável e penso que não se tinha ouvido nada assim antes.
E aí o ponto principal.. Não se pode pensar em Joy Division sem a sonoridade que Martin Hannet idealizou, pois ela contribui em grande parte para o que tornar a música do Joy Division tão relevante ainda hoje, na minha opinião, ele foi "O CARA" por trás do Joy Division.
Sua influência ecoa em faixas de várias bandas de hoje, como o The Killers, Kaiser Chiefs e Radiohead, contudo, apesar da extraordinária influência seu trabalho de produção e de personalidade tinha sobre as bandas de seu tempo, sua vida foi tão trágica e destrutiva como seu trabalho foi inovador e criativo.
O abuso de drogas foi uma importante característica da vida de Hannett e há pouca dúvida de que sua morte prematura foi relacionada aos anos de abuso e experimentação. O forte efeito que isso teve em sua personalidade é só um palpite, mas ele certamente tinha uma reputação de ser um homem difícil de se trabalhar, sempre presumindo conhecer muito melhor do que a própria banda como a música devria soar.
Martin Hannet também foi um dos fundadores originais da Factory Records em 1978 juntamente com Tony Wilson, Alan Erasmus e Peter Saville e ajudou a criar a sonoridade Manchester, mas isso fica para outro post.

Peter Saville, Tony Wilson e Alan Erasmus

Visite a seção VIDEOS no final da página.

SURPRESA SAUDOSA


A Internet as vezes nos reserva gratas surpresas... Encontrei ao acaso essa foto e achei simplesmente irretocável, trilha sonora da minha vida nos anos 80... MUITO BOA SURPRESA!!!

BAD LIEUTENENT


Demorou mais saiu o primero post sobre música, eu já tenho alguns no rascunho mas estava esperando algo especial.
É impossível ouvir a banda Bad Lieutenant (mesmo nome do novo filme de Herner Herzog, com Nicolas Cage, Val Kilmer e grande elenco - e ainda outro de 1992 com Harvey Keitel), novo projeto de Bernard Sumner e não compará-lo ao New Order, afinal, é a voz de Sumner que chama atenção desde o primeiro momento. Para ajudar, o último trabalho do New Order seguiu por uma linha muito parecida (de certa forma) com a que temos em Never Cry Another Tear, nome do álbum de estréia da banda.

Para os mais saudosos e históricos, é possível até mesmo fazer uma analogia, claro, guardando as devidas e imensas proporções, entre o fim do Joy Division e o nascimento do New Order. Como o New Order ternminou há poucos meses, nada mais natural considerar o Bad Lieutenant como seu herdeiro direto (ou um deles, leia-se Freebass - a lenda).

Se lembrarmos do (muito bom) último disco do New Order, Waiting for the Sirens’ Call, perceberemos que essa estréia soa como uma continuação do que eles estavam fazendo em 2005. Os chatos de plantão "viúvas do New Order" torcerão o nariz, como fizeram há quatro anos, quando do lançamento do último álbum, mas quem curtiu a guinada “um pouco mais roqueira” feita pela banda, gostará do novo projeto.

O disco abre com a "já conhecida" Sink or Swin, com seu riff simples e direto, com direito a um belo trabalho vocal de Sumner, e da ótima linha de baixo, criada por Alex James, do Blur – um dos convidados especiais deste disco. Em Twist of Fate e Summer Days On Holliday, o grupo embarca em sons oitentistas e acaba soando como Tears For Fears. Outro convidado mais que especial é Stephen Morris (baterista do New Order).

Por algum motivo, sinto um clima "meio anos 80" e "meio anos 90" pairando no ar desse álbum, e encontrei semelhanças* com o Oasis e Blur – principalmente na voz de Jake Evans, que divide os vocais com Sumner. *Particularmente acho a faixa 12 Head Into Tomorrow puro Oasis na voz de Noel, no melhor estilo b-side track.

Eu li em algum lugar, que o "pecado" de Never Cry Another Tear foi ter sido lançado só agora, "se tivesse sido lançado há dez anos poderia ser considerado revolucionário, mas agora pode ser apenas considerado como um resgate de boas lembranças musicais", acho um comentário meio besta e não gosto do "se", na minha opinião acho um disco bem legal, longe de ser um grande clássico, um disco "for fun" ótimo para se ouvir no carro no caos de São Paulo (Runaway e Running Out Of the Luck).

Continuamos aguardando o primeiro trabalho do Freebass a nova banda de Peter Hook (que na minha opinião virou lenda urbana, mas se até o Chinese Democracy do Gun´s saiu...) para saber quem escolheu o melhor caminho.

Bernard Sumner, Phil Cunningham e Jake Evans

Album: Bad Lieutenant - Never Cry Another Tear
Lable: Triple Echo
Released: (12 Oct 2009) 
Á venda na AMAZON UK